domingo, 3 de novembro de 2013

Autobiografia

Nasci no dia 19 de Abril de 1998 na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Como o parto ocorreu antes de terminar o tempo de gestação, e se bem que isso não me colocou problemas no crescimento, o certo é que sempre tive alguns problemas respiratórios e ainda hoje sinto as alterações no clima.
 Sempre frequentei escolas a poucos metros de minha casa pelo que é um grande privilégio e uma comodidade fantástica, não depender de boleias ou de meios de transporte.
Desde muito pequeno que a minha aptidão tendia para as artes manuais. Um dia, segundo conta o meu avô, fui com ele a casa de um amigo e segurava na minha mão um martelo de metal o que deixou o tal amigo impressionado, o que para o meu avô era o meu brinquedo habitual. Tinha eu a idade de três anos. A mesma idade em que comecei a montar o navio escola "Sagres"  uma réplica de madeira  à escala.
Os legos também são uma grande paixão. Nada me fazia mais feliz do que uma construção destas para montar. Assim  hoje no meu quarto as prateleiras estão repletas de caixas de lego e tenho um expositor com as maiores criações e as mais delicadas.
Esta minha capacidade de "ver no espaço" foi determinante na escolha do curso em que estou agora. Mas como dificilmente se consegue ser bom  em todas as áreas, as disciplinas ligadas ás línguas são-me sempre mais trabalhosas, obrigando a uma dedicação que acaba por me consumir mais tempo do que eu desejaria.
Quanto a desporto prefiro os desportos individuais. Comecei por praticar a modalidade de Tiro Com Arco porque me pareceu exigir uma técnica diferente. A perícia, a concentração e a tranquilidade me descontraíam, também o ritual dos procedimentos era muito divertido. Hoje pratico natação porque acho que tenho de gastar as energias adicionais e a natação é um desporto completo.  

Considero-me determinado nos meus princípios, tímido e bem disposto, não tendo quaisquer problemas ou maus entendimentos com os meus colegas. Gosto de me dar bem com todos... 

Autobiografia

Autobiografia... nunca gostei muito desta palavra. Sempre que me pediam para fazer uma autobiografia, era como se me tirassem a roupa, sentia me exposta e desconfortável. Mas na vida vamos ter de fazer coisas de que nem sempre gostamos por isso é melhor começar.
Nasci a 19 de Junho de 1998 no Hospital Particular. Posso dizer que sempre fui uma criança muito ativa (às vezes um pouco envergonhada) e que fazia amigos com facilidade. Gostava de brincar a tudo mas não era uma rapariga normal. Em vez de bonecas e nenucos (que odiava) pedia sempre, para o Natal, jogos e "hot wheels"... era uma maria rapaz.
Entrei para o 1º ano um pouco insegura e com algum medo num colégio que acho que só consigo descrever como inesquecível e que ainda me traz saudades desses tempos. Chamava-se Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e foi, nestes 15 anos da minha vida, a melhor experiência que alguma vez tive, marcada por tantas brincadeiras e episódios como da vez em que queimei o meu cabelo (não todo apenas um caracol), quando estávamos no 2º ano e íamos, um a um, preenchendo um desenho com cera com uma vela ao lado, que pelos vistos estava demasiado perto do meu cabelo.
Os meus pais divorciaram-se nessa altura, eu ainda era muito nova e não percebia o que se passava por isso deixei-me levar, simplesmente, tentando adaptar-me às novas caras estranhas, aos novos espaços desconhecidos. Entretanto, o meu pai arranjou uma namorada e penso que o único dia em que ela foi simpática comigo foi no dia em que nos conhecemos. Ela tinha uma filha dois anos mais nova que eu, feia, gorda e mimada que tinha e fazia tudo o que ela queria porque a "mãezinha" deixava. Eu era constantemente alvo de desprezo e sentia me sempre "a mais". Apesar do meu pai conversar com ela sobre isso, nada se alterava. Foram 5 anos perdidos.
No entanto, esse capitulo terminou quando eu entrei para o 7º ano. Mudei de escola, porque as "escravas" (como nós chamávamos) acabavam no 6º ano. Fui para o Colégio do Bom Sucesso e como se não bastasse o que tinha acontecido nos 5 anos anteriores, foram mais 3 anos ao lado de pessoas que se aproveitavam de qualquer coisa para gozar comigo. Era o meu cabelo, era a minha cara, era a forma como agia, tudo. Fiz alguns amigos mas apesar disso foi um choque. Foi como uma facada nas costas. Sentia-me estúpida, odiava-me, queria desaparecer mas achava que não era importante e, por esta razão, guardava tudo para mim, não falava disso com ninguém, não queria que ninguém soubesse, ninguém podia saber. Achava que era fraco da minha parte revelar isso aos outros, tornava-me vulnerável. Só tive coragem de contar isto à minha mãe no fim do 9º ano quando ia finalmente sair de lá, quando já não consegui conter me. Desabafei tudo e ela ficou um pouco chocada e espantada de como eu tinha conseguido esconder isto durante 3 anos. Agora é passado e ainda bem.
Entrei para o 10º ano na Escola Secundaria Quinta do Marquês esperando sempre o pior. Tinha medo que se repeti-se tudo outra vez, no entanto está a superar as minhas expectativas e fico feliz por isso.
Ainda só passaram 15 anos, sabe-se lá o que o futuro me espera.

Autobiografia

     Tudo começou no dia 25 de fevereiro de 1998, quando na cidade de Viseu, a minha mãe deu á luz um rapaz que se viria a chamar Rui Paraíso. Esse rapaz era eu.
      Sou filho único e fui o primeiro neto para os meus avós maternos, algo que levou a que eu ficasse com todos os mimos e cuidados.
      Nunca me habituei aos infantários, fazer cestas não era para mim, isso deu-me muito tempo para fazer o que quisesse, as minhas brincadeiras preferidas eram andar de bicicleta, alimentar e assustar os pombos que moravam perto da minha casa e ir ao parque infantil (adorava os baloiços).
      O meu primeiro ano na escola foi só aos cinco anos, na pré-primária. Adorava, talvez por já não ser obrigado a dormir a meio da tarde, por ir almoçar sempre a casa e por poder escolher as atividades em que queria participar durante o dia. Mas como se costuma dizer o que é bom acaba depressa e no ano seguinte eu e os meus pais mudamo-nos para Lisboa, onde estou até hoje.
      A nova escola foi um choque. Toda a turma se conhecia desde os 6 meses, o que complicava a já difícil tarefa de fazer amigos. Como se isso não bastasse todos eles já sabiam ler e escrever, pois aqui na cidade grande isso ensina-se na pré-primária, algo que em Viseu só se aprende no 1º ano. Com esforço lá me fui adaptando, à nova escola, à nova cidade, à nova vida.
      Felizmente a turma manteve-se praticamente intacta até ao 9º ano, muitas aventuras, alegrias e tristezas partilhei com os que me acompanharam…
      Atualmente voltei a mudar de escola, são novos ritmos, mais conhecimentos e mais pessoas.
      Sempre viajei muito, toda a minha família paterna está no Brasil pelo que já os visitei bastantes vezes. Já fui a Paris, já fui a Sevilha, já viajei por todo o Portugal, mas quero continuar a conhecer sítios novos.
      Normalmente numa autobiografia tentamos dizer quem somos, mas no fundo eu sou simplesmente eu, com as minhas qualidades e defeitos, a minha história e o meu futuro.

     Sempre sonhei ser astronauta, quero deixar a minha marca no mundo mas quem sabe o que o destino me reserva.

Rui Paraíso Nº25 10ºC

Autobiografia

     Autobiografia, uma palavra que comparada com uma vida é bastante pequena. Uma simples palavra que me pede para escrever o que aconteceu na minha vida, nos bons e nos maus momentos, nas alegrias e tristezas, mas como esta palavra quer que eu conte uma vida aqui?
     Apesar de eu ter 14 anos e de ainda ser um adolescente e não ter vivido muito a vida, não deixo de ter inúmeros episódios e acontecimentos importantes. Mas como poderei eu escreve-los neste simples pedaço de papel, apesar destas dificuldades irei tentar fazer a minha autobiografia.
     Nasci no dia 15 de Dezembro de 1998 na clínica de S. Gabriel em Lisboa, quando era pequeno era muito irrequieto e chateava muito os meus pais, mas com o passar do tempo fui melhorando. No 1º Ciclo era uma criança como todas as outras tinha notas médias e foi durante estes anos que comecei praticar natação no ginásio da Bela Vista, nestes anos de vida fiz bons amigos com os quais ainda hoje falo quando posso, esta foi uma etapa da minha vida da qual eu me orgulho pois acabei por viver bastantes experiencias e acontecimentos que ainda hoje me lembro e acabo por me divertir á conta destes. Quando passei para o segundo ciclo tive que mudar de escola indo para o Colégio Quinta do Lago, consequentemente pelo tamanho do colégio todos os alunos e professores se conheciam, e assim todos se davam bem, e foi neste colégio que melhorei como pessoa e aluno. Foi durante estes anos mais especificamente no 8º ano que comecei a praticar um desporto que ainda hoje pratico e gosto bastante de o praticar, voleibol, pratico este desporto no Clube Voleibol de Oeiras (C.V.O.) e este clube permitiu-me crescer como jogador e fazer bastantes amigos. No fim do ensino básico tive que mudar outra vez de escola indo para a escola secundária Quinta do Marquês na qual ainda hoje me encontro, na área de Ciências.
     Apesar de todas as dificuldades de transpor a história de 14 anos de vida para uma simples folha de papel acabei por faze-lo e acabei por concluir a minha autobiografia uma palavra que tanto me chateava.


                                                                                     

Autobiografia



No dia 27 de Setembro de 1998 nasci, poderei caracterizar-me como uma pessoa tímida ao início, mas brincalhão quando fico a conhecer mais as pessoas. Sou uma pessoa positiva (por vezes até demais), mas estas características nunca estiveram sempre comigo, foram-se desenvolvendo.
Verdade é que fui bastante diferente em criança, sendo muito tímido, quem sabe se vou ser muito diferente em adulto, mas uma característica perdurou em mim e vai continuar sempre, uma que me ofereceu dificuldades na infância. Desde que me lembro fui identificado como uma criança muito alta para a idade que tinha, contaram-me os meus pais que sempre fui irrequieto, sendo uma técnica no ensino primário levar livros para quando acabasse as tarefas a professora deixa-me ler para me manter quieto (tendo surgido assim a minha paixão por história e a área das ciências).
Assim desenvolvi conhecimentos ao nível de cultura geral que sempre foram evidenciados na escola. A minha estatura física sempre foi um obstáculo presente perante os outros, principalmente na escola primária. Pode parecer banal para as outras pessoas, mas marcou-me e deu-me uma constante mudança de ideia acerca da minha diferença durante a minha infância.
Havia dois colegas de turma que gozavam comigo diariamente por causa da minha altura, eu decidi ignorar, mas não conseguia ignorar por muito tempo. Já no segundo período tentei ultrapassar este dilema mas sem sucesso.
Lembro-me de não crer crescer mais e odiar ser alto. Posso considerar ter sido vitima de bullying por estes colegas situação que se arrastou até a conclusão do ensino primário. Quando mudei de escola, não os voltei a ver, para ser sincero não quero saber, só sei que não me voltaram a chatear. Hoje em dia aprecio muito o facto de ser alto, olhando para estes acontecimentos como uma mera passagem numa história, que queremos ouvir mas precisamos de continuar em frente. De todo o percurso estudantil saliento que fiz muitas amizades que perduram até hoje, dos professores ficam as mensagens e aprendizagens que tive de enfrentar durante o meu crescimento.
Uma aprendizagem que tenho vindo a adquirir com a prática desportiva, SHORINJI KEMPO, tem-me ajudado a desenvolver conhecimentos filosóficos e uma maior percepção do uso da capacidade da mente do ser humano.
Agora que estou integrado numa nova escola, tenho uma mistura que se traduz pela descoberta e adaptação a novos costumes e práticas educativas. No percurso da minha vida até hoje, sempre me pautei por valores que considero essenciais na conduta humana, partilha, humildade, respeito pelo próximo, agindo sempre lealmente.

Pensamentos
Estranha chama que nos devore
Quer que sintamos raiva
Quer que eu chore
Como um deserto a areia o cobriu
A nossa dor a chama sorriu

Agir irracional
Como se de um animal tratasse
Comportamento este excepcional
Tomando a raiva como base
Oh surreal tirania!
Quantas vidas já ceifaram?
Não as suficientes consciência,
Não te esqueças que falais com um traste

A trágica Epopeia reformou-se
Das cinzas, a felicidade voltou
O negativo mudou-se
De como o traje se trocou

Autor – Martim Viana 10ºc nº 21
Pensamento que retrata a minha vivência num caso de bullying

Autobiografia

Autobiografia, autobiografia, autobiografia, que raiva, esta palavra não me sai da cabeça, que palavra difícil. Porquê? Porque será que é uma daquelas que me faz tremer as mãos, olhar para o chão e franzir a testa. Perigosa, pois mostra-me aquilo que não quero admitir, aquilo que não quero ver nem encarar de frente. Isso seria: eu.
Dizer quem sou, acho que nunca foi, tão complicado, como pôr-me em papel? É provável que já tenha feito uma ou duas autobiografias na minha vida (sim numa vida de 14 anos), mas em nenhuma delas me desdobrei e se as lê-se neste momento, seriam sim, de outra pessoa.
Vá! Maria não adies mais esta conversa, chega de engonhar! Um, dois, três… Já está. Vejo-me agora no espelho. Numa família de sonho cresci, numa infância memorável brinquei, na adolescência estou. Que maravilha não quero sair daqui. Sim, aparentemente, pois há momentos que não, apetece-me morrer, esconder-me, gritar e chorar: sou esta pessoa? Que egoísta, que não vive a vida, limitada pelos seus medos, sem pinga de humildade, ser humano desprezível e miserável. Acho que todos num certo momento nos sentimos assim, queremos voltar atrás no tempo voar á velocidade da luz e… fazer aquilo que não fizemos, estrangular, abraçar alguém, desgraça. Talvez sim, mas (há sempre um “mas”), se alterássemos o passado como seria o presente? Ah pois, visto desta forma o passado soa-nos apetecível, bem como o agora.

Assim aqui estou eu, pessoa estranha, sem emenda, põe sempre o pé na poça, que não se reconhece, que tão facilmente ri como chora, reage com cabeça quente, explode como bomba atómica, acredita em tudo (especialmente naquilo que não devia), ama (palavra forte) não finge, que quando sofre solta as correntes do pacífico, insegura, que treme a cada desafio, mas que quando vem a brisa fresca da manhã, o sol da madrugada, o silêncio do crepúsculo, fecha os olhos e é feliz.

sábado, 2 de novembro de 2013

Autobiografia

     Como poderei transpor, para algo tão simples como palavras, quem sou ... Não sei se sei quem sou!
Para além disso, o facto de ter um alter ego também não simplifica a tarefa. O meu eu não é algo que deva impor qualquer sentimento em ti. Vê isto apenas com apatia no olhar.
   
      Banal,(sim comecemos por aí)... Em 7 mil milhões de pessoas,  como é que alguém pode ser "normal"? O que define cada um é a sua diferença em relação ao próximo, por isso ter o objectivo de ser "normal" é lamentável. Ridiculamente, há muitas pessoas que se lamuriam por não serem "normais", essa inquietação dá-me um arrepio na medula. Eu... eu sou anormal e é isso que me caracteriza; é essa a minha ruga. Eu gosto da minha ruga e não preciso de nenhum creme para fazê-la desaparecer. Rio-me de mim, agora, porque, afinal, quem sou eu para fazer juízos de valor sobre o que as outras pessoas pensam de si. Falo com a arrogância de um velho indolente; suponho....   
      Se este texto é sobre quem sou, já perceberam: não sou vulgar... Sou extremamente ignorante de mim. Nada me assusta mais do que a ignorância em acção, pior ainda sabendo tão somente que esse ignorante sou eu. O pouco que sei , devo-o à minha ignorância. Se sou ignorante porque não tento aprender? Ora, passo a explicar: se eu aprendo e passo a "saber", teria de falar e eu  tenho medo de falar.
      Questionaram-me uma vez de que capacidade abdicaria, se sinistramente tivesse de ser. Respondi: a fala. Se não falasse, teria de ouvir ... Como é bom ouvir! Se eu ouvir, aprendo e sou, forçadamente, humilde. Dócil humildade, como vos desejo profundamente! Tal metamorfose no meu modesto corpo traria alegria a quem me ouve agora. Assim, ver-se-iam livres de quem fala e é ignorante. 
       No início, referi o meu alter ego. Se me conheces e te deste ao trabalho de perceber qual deles escreveu este texto, então deixa-me dizer-te que és extremamente ingénuo. Alguém como eu não saberia identificar o seu alter ego. Sei que está presente, sei que me influencia, mas não sei quando nem como.
         Eu existo para saber quem sou, quem quero ser, e quem o outro gostaria que eu fosse... Nestes 14 anos de vida, ainda não tenho uma única pista. Dar-te-ei então um exemplo do meu alter ego: "Quando pergunto quem sou, serei quem pergunta ou quem não sabe a resposta?".
          Será plangente não saber quem sou? Talvez. E tu... sabes quem és?