"O bigode define a masculinidade de um homem"
Este cabelo crescente na região inferior da face, entre o nariz e o lábio superior não deveria ser visto como um mero ornamento usado por moda. A sua existência na face de um homem deveria ser tomada pela sua devida importância e não pelas blasfémias anteriormente enumeradas. Defendo pois que nestes tempos modernos o tópico do bigode não deveria ser perdido,defendo que o apogeu do bigode no século XIX deveria ser propagado pelo eco da eternidade.
Ao longo da história o bigode tem sido considerado um símbolo de masculinidade, virilidade,mas também um indicativo de classe, sabedoria e autoridade. Esta maravilhosa dádiva Divina deveria ser mais digna de nota. Essencialmente, o bigode apresenta uma conotação masculina, isto é, uma marca definitiva do sexo masculino, contudo não devemos varrer da mente que até uma mulher de bigode tem a capacidade de impor respeito.
Recuperando um dos tópicos particulares desta questão, gostaria de deixar claro que o uso de um bigode não deve ser meramente estético, é preciso reconhecer a sua personalidade sendo que este é o símbolo máximo da masculinidade. Assim, posso assertivamente dizer que o nosso crânio, a nossa face não são mais que uma moldura para o nosso bigode. Porém o portador do bigode não deve permitir que passe a ser ele o portado. Consequentemente o portador terá de ter os devidos cuidados pelo bigode, dependendo isto da sua individualidade, e nunca se deverá esquecer da sua dimensão particular. Pois, assim que o fizer dará lugar aos excessos e extremos, o que nunca deveria acontecer tendo em conta que tudo o que é extremo é nocivo, excepto os extremos do bigode está claro.
Sejamos honestos, quem não aprecia um farto bigode a pingar café depois de um belo golo matinal? Extremos da sensualidade como este só provam que a estética de um bigode excede a beleza divina.Porém esse sublime primor é dispendioso. Não é fácil dispor de tal divindade. Para ter um bigode é necessário que o homem tenha caos na vida e na alma.
O Homem sendo homem tem a capacidade de fazer crescer um bigode e assim torna-se algo superior; torna-se um "bigodudo", um homem capaz de exercer qualquer função que lhe seja conferida, passando uma imagem de segurança e sucesso. Esta imagem sofisticada do homem deveria estar sempre presente.
"Frequentemente recusamos aceitar uma ideia apenas porque a pessoa que a expressa tem um perturbador e inexplicável bigode."-Friedrich Nietzsche
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
sábado, 2 de novembro de 2013
Autobiografia
Como poderei transpor, para algo tão simples como palavras, quem sou ... Não sei se sei quem sou!
Para além disso, o facto de ter um alter ego também não simplifica a tarefa. O meu eu não é algo que deva impor qualquer sentimento em ti. Vê isto apenas com apatia no olhar.
Para além disso, o facto de ter um alter ego também não simplifica a tarefa. O meu eu não é algo que deva impor qualquer sentimento em ti. Vê isto apenas com apatia no olhar.
Banal,(sim comecemos por aí)... Em 7 mil milhões de pessoas, como é que alguém pode ser "normal"? O que define cada um é a sua diferença em relação ao próximo, por isso ter o objectivo de ser "normal" é lamentável. Ridiculamente, há muitas pessoas que se lamuriam por não serem "normais", essa inquietação dá-me um arrepio na medula. Eu... eu sou anormal e é isso que me caracteriza; é essa a minha ruga. Eu gosto da minha ruga e não preciso de nenhum creme para fazê-la desaparecer. Rio-me de mim, agora, porque, afinal, quem sou eu para fazer juízos de valor sobre o que as outras pessoas pensam de si. Falo com a arrogância de um velho indolente; suponho....
Se este texto é sobre quem sou, já perceberam: não sou vulgar... Sou extremamente ignorante de mim. Nada me assusta mais do que a ignorância em acção, pior ainda sabendo tão somente que esse ignorante sou eu. O pouco que sei , devo-o à minha ignorância. Se sou ignorante porque não tento aprender? Ora, passo a explicar: se eu aprendo e passo a "saber", teria de falar e eu tenho medo de falar.
Questionaram-me uma vez de que capacidade abdicaria, se sinistramente tivesse de ser. Respondi: a fala. Se não falasse, teria de ouvir ... Como é bom ouvir! Se eu ouvir, aprendo e sou, forçadamente, humilde. Dócil humildade, como vos desejo profundamente! Tal metamorfose no meu modesto corpo traria alegria a quem me ouve agora. Assim, ver-se-iam livres de quem fala e é ignorante.
No início, referi o meu alter ego. Se me conheces e te deste ao trabalho de perceber qual deles escreveu este texto, então deixa-me dizer-te que és extremamente ingénuo. Alguém como eu não saberia identificar o seu alter ego. Sei que está presente, sei que me influencia, mas não sei quando nem como.
Eu existo para saber quem sou, quem quero ser, e quem o outro gostaria que eu fosse... Nestes 14 anos de vida, ainda não tenho uma única pista. Dar-te-ei então um exemplo do meu alter ego: "Quando pergunto quem sou, serei quem pergunta ou quem não sabe a resposta?".
Será plangente não saber quem sou? Talvez. E tu... sabes quem és?
sábado, 19 de outubro de 2013
"Office at Night", de Edward Hopper
"Office at Night", por Edward Hopper, retrata um escritório nova-iorquino. Pintura a óleo em tela realizada em 1940 após uma visita do autor aos escritórios de Nova Iorque, caracteriza-se pela modéstia, apresentando apenas uma máquina de escrever, uma pequena e simplista mobília e um candeeiro que ilumina mal a secretária.
Os estores estão meio abertos o que permite vislumbrar o breu da noite que já deve ir alta, distinguindo-se a entrada de luz pela janela, gerada pelos candeeiros nas ruas.
A mesa cheia de papeis remexidos leva-nos a especular acerca do nervosismo do homem engravatado que não tira os olhos do documento que tem na mão. À sua esquerda, uma mulher vestida de azul, remexe nos arquivos e olha para os papeis caídos no chão. A cor azul, desde a época renascentista, associada a verdade, pureza e calma, muito usada nas virgens da igreja, acentua o contraste entre o nervosismo do homem e a inocência feminina.
O quadro deixa-nos com uma certa pressão psicológica, pois não se compreende bem o que se passa e instiga a curiosidade do observador, que deseja saber o que acontecerá de seguida nesta narrativa aberta.Há um drama à espera de acontecer. Apesar da relutância de Hopper em atribuir narrativo especifico, a pintura está cheia de pistas que apontam para a complexidade da dinâmica homem/mulher no local de trabalho.
Em Edward Hopper a arte é uma expressão do subconsciente.
Diogo Sá
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